quarta-feira, agosto 01, 2018

terça-feira, julho 24, 2018

Henry Miller. PLEXUS- A crucificação encarnada. 1969

“ - Mas você é tão jovem! Como teria tempo para...
- A idade nada significa – interrompeu – não é a idade que nos faz sábios. Nem a experiência, conforme se pretende. É a ligeireza de espírito. Os Rápidos e os mortos. ... Você, entre todas as pessoas compreende o que quero dizer. Existe somente duas classes neste mundo – e em todos os mundos - : os rápidos e os mortos. Aos que cultivam o espírito nada é impossível. Para os outros, tudo é impossível, ou incrível, ou fútil. Quando se vive dia após dia com o impossível, começa-se a indagar o que a palavra significa. Ou melhor, como ela chegou a significar o que significa. Há um mundo de luz, no qual tudo é claro e manifesto, e há um mundo de confusão, onde tudo é obscuro. Os dois mundos são realmente um só. Os do mundo da escuridão conseguem um lampejo de quando em quando, do reino da luz, mas o do mundo da luz nada sabem sobre o mundo das trevas. Os homens da luz não emitem sombras. O mal lhes é desconhecido. Tampouco guardam ressentimento. [...] Aqui sou considerado um tanto excêntrico [...]
Seu coração parou de bater por um momento, é tudo – disse Claude – imagine, se puder o que aconteceria se o seu coração começasse a pulsar num ritmo cósmico. A maioria dos corações não chegam a bater num ritmo humano...Tempo virá em que [...] tudo estará transformado [...] não vá pensar que estou falando de religião ou filosofia [...] nem sequer chegam a ser trampolins, como as pessoas julgam. Devem ser transposta de um pulo. Se pomos algo FORA de nós, ou ACIMA de nós, seremos vitimados. Existe apenas uma coisa, espírito. É tudo, é a suma, e quando nós o percebemos, nós o assimilamos [...]    Você compreende, mas a realidade disso lhe escapa. Compreender não é nada. Os olhos devem ficar abertos, constantemente. Para abrir os olhos devemos nos descontrair, e não nos constringirmos. Não receie tombar num poço sem fundo. Não existe abismo. Você está nele e a ele pertence, e um dia, se persistir, você será ele. Não digo que você o terá, veja bem, por não haver nada a possuir. Tampouco você será possuído, lembre-se! Você terá é de libertar-se. [...]”
“Perdoe-me por lhe falar dessa forma, mas tenho a impressão de que o tempo se esvai [...] agora mesmo, H. M., ninguém neste país sabe nada a seu respeito. Neste momento sei mais coisas sobre você do que provavelmente jamais virei a saber. Mas o que sei só tem importância para mim. Isto é o que lhe queria dizer...que deveria pensar em mim quando estiver desanimado. Não que eu possa lhe ajudar [...] ninguém pode. Ninguém o quer, provavelmente. [...] VOCÊ TERÁ DE RESOLVER SEUS PRÓPRIOS PROBLEMAS.                  



Mas pelo menos saberá, ao pensar em mim, que existe uma pessoa neste mundo que lhe conhece e acredita em você. Isso sempre ajuda. O SEGREDO, porém, consiste em não desejar que alguém, nem mesmo o Todo-Poderoso, tenha confiança em você. Você deve concluir, e certamente o fará, que não precisa de proteção [...] não há necessidade de redenção, pois o que os homens chamam pecado e culpa não encerra significado supremo. Os rápidos e os mortos! - Lembre-se bem! Quando adquirir a ligeireza das coisas você não encontrará nem aceleração nem retardamento, nem nascimento nem morte. EXISTE e VOCÊ É – nada mais. [...]”

terça-feira, maio 23, 2017

segunda-feira, fevereiro 27, 2017

quinta-feira, fevereiro 09, 2017

Agendinhas...

A condição de Mulher é MUITO MAIS complexa que Identidade e Morte...

Nas agendinhas redescobri quando foi que comecei a tomar, pela primeira vez os anticoncepcional e outras medicações além da insulinaS...
No caso da anticoncepção foi por causa de um mioma que me fez sangrar como nas primeiras menstruações: o mês inteiro [30 dias] e alguns acidentes sangüinoLENTOS demais...
Eu já tinha 34 anos, foi antes de 2001, o ano do atentado as gêmeas torres, só que um pouco antes: 24 de abril de 2000!
No ano anterior, na data de meu aniversário [mais ou menos] recebi um presente legal e especial [marcas!], passei num teste para receber uma Bolsa de Pesquisa [pesquisadora! Em Psicologia Comunitária Social...] e nesta experiência atravessei uma experiência fantástica com a "Mainha" acadêmica.
Já tinha uma filha de 13 anos, mulher, como eu. Mas não sei se ela já menstruava// sangrava, [sim ela me disse que foi aos 11anos], com certeza já sabia sobre a sina de ser mulher neste mundo desigual...
Quando eu estava no auge da adolescência, 15 anos [, menstruando desde os 9 anos, mais de cinco anos de sangramentos indicativos de não concepção,] fui diagnosticada com Diabetes Mellitus tipo 1. Doença autoimune que logo me tornou insulino dependente, numa idade em que minha vida ainda era dirigida pelos adultos responsáveis por mim [heróis do meu ponto de vista - pois fico imaginando pais de diabéticos crianças e adolescentes hoje em dia]. Em uma, das várias consultas particulares que meus pais financiavam, a médica responsável, em seu ato médico e no processo terapêutico à doença, ajudou muito minha mãe em sua influência sob a temerosa mãe.  Esta lhe disse ser recomendável que eu não usasse anticoncepcional, nem passasse por alguma gravidez, sob risco de uma sensível piora de minha condição de "controle de saúde".
Seria difícil o "controle" de minhas glicemias com o uso de anticoncepcionais! Minhas menstruações eram difíceis, irregulares e bastante sanguinárias... Era 14 dias do mês de tensão e angustia e sete dias de muito sangue. Quase metade do mês em tensões, sangue e estrago de possibilidade de vida sexual ou, ideia de... Se a Diabete era complicada de “controlar” ela era só um dos complicaDORES ao restante do meu crescimento natural.
Era mais saudável, pela autoridade médica terapêutica, ficar longe dos comprimidos e, pela autoridade materna e criativa, ficar distante de qualquer iniciativa ou mesmo pensamento [que dirá ato...] que levasse a alguma gravidez por "gravidade" da doença destino.

Uma das Primeiras Violências...

http://anjapsi.blogspot.com.br/


domingo, janeiro 08, 2017

INTERMITêNCIAS da Morte

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1920742614822891&set=a.1478111735752650.1073741831.100006615120154&type=3&theater


Provavelmente eu só possa escrever sobre meu péssimo relacionamento com as mulheres e com o “ser” uma Mulher.

Depois do discurso histórico de Madonna ao ganhar o prêmio de Mulher do Ano pela Billboard; a biografia de Amy [biografia escrita pelo jornalista britânico Chas Newkey-Burden, 2008, anterior a morte dela] e do Filme sobre Janis Joplin [filme de Amy Berg, 2015] sinto que caminho para a outra despedida em minha vida. A Sra. Morte ainda não veio, talvez até me leve antes da despedida e eu fique na confortável posição de espera-la do lado de lá...

Venho me dando conta [muita conta...] desta situação, de ser Mulher, Mãe e Filha. Fiz uma honrosa despedida de meu Pai, mas tudo me indica, da conflituosa relação com a Dona Morte [uma mulher! ] que não sairei na confortadora situação de sair primeiro que minha mãe, a Outra Mulher.
Há Conflitos... Ela não deixará que eu me mova da posição embaraçosa de descarrego: lugar para mostrar que está viva; controla;  organiza [muito melhor que sua ignóbil filha] e manda através da briga, muita briga. Provavelmente brigaremos antes de uma despedida; não há tantos em quem ela possa descontar suas necessidades, controlar e dizer o que fazer.
Cada dia em que políticos Ladrões, Corruptos e Canalhas agravam e estragam a vida do Povo, basicamente Trabalhador, a coisa só piora e me mostra como somos coordenados eficientemente pelos controladores de nosso dinheiro, energia, economias arduamente suadas de nosso rosto ou de nossos parentes – sei que isto evidência a ela em seu trono de certezas que não é ela nem Outra Mulher quem Controla – elas apenas criam os monstros e eles no sexo oposto se mostram destruidores.
Me coloco novamente diante da proximidade dos diálogos com a melhor amiga, a intermitente. E quando o assunto é essa Mulher ela sempre fala muito alto comigo. Não tenho meios para nega-la, nem sua voz ou as ideias.
Enquanto houver Vida há despedida.
Enquanto há Vida há o que Perder.
Mas se não há Vida, haverá encontro.
Alguns dizem que é com o N A D A, não creio!
No Trabalho de Conclusão Acadêmica que não consegui fazer sobre o tema, mas que conversei com meu pai antes dele casar com a senhora Morte, nos diálogos com este Outro, que também não conseguia deixar de escutá-la, me desviei, através do afastamento de uma ótima Supervisora para a Outra ótima Supervisora que me conduziu através do assunto IDENTIDADE.  

A condição de Mulher é MUITO MAIS complexa que Identidade e Morte...