domingo, junho 01, 2014

As voltas entontecedoras que o mundo dá...



                                                          “Quando falamos de Freud ou da psicanálise nem sempre sabemos se tomamos um pelo outro, se esses nomes se confundem ou se distinguem claramente. Freud mesmo teria pensado que a psicanálise lhe sobreviveria e que seu nome seria esquecido. Mas hoje a psicanálise, pode parecer mais ameaçada de esquecimento que o nome de Freud... é a impossibilidade de apagar a 'impressão', reconhecível em que sua própria redação... vestígios da assinatura freudiana e do que esses vestígios terão arquivado ou desarquivado... // mas a escrita da língua corrente... está longe de esgotar com aquilo que o leitor pode pretender querer que ela diga... o uso da língua diametralmente oposto ao que Freud instaura com a psicanálise seria...: ao examinar a destruição do espírito e da cultura... pela 'novilíngua' nazista... associados ao próprio mal ou a um remédio pior que o mal.”

        Parece que retornamos aos tempos cantados antes pelo Freud, quando a Europa foi banhada pela meta da extrema direita com uma direta na cara! É bem esquizito a sensação de desencanto... de subtração e de evidência das dicas que o tempo tem seus retornos, voltas que parecem nos deixar tontos demais...

      Somos um bando, um bando e muitos outros...

https://www.youtube.com/watch?v=MNesMGM5XXo

https://www.youtube.com/watch?v=MNesMGM5XXo

domingo, março 16, 2014

seI lá...

https://www.youtube.com/watch?v=2TvtX4GXDhs


Precisamos Lembrar, para não esquecer...

Conversava com meu pai sobre as coisas não "resolvidas" da história... Não que supúnhamos
que houvessem resoluções, mas que falar sobre os erros poderiam afastar [um pouco...] as chances de cometer os mesmos erros infinitamente...
Há controvérsiaS, mas o NeoNazismo é um Fato...
Porto em Torres-RS
Dindinho...

Foto de Ana Zélia [AnaZ Zian]

sábado, dezembro 14, 2013

As Rupturas e as Alternativas que Conduzem as Melhores ENCRENCAS...

Notas sobre o Amor e os Laços Social
Melina Cardinal, Mandela/Madiba
"O que ocorre, de fato, é que, quando me olho no espelho, em meus olhos olham olhos alheios; quando me olho no espelho não vejo o mundo com meus próprios olhos desde o meu interior; vejo a mim mesmo com os olhos do mundo - estou possuído pelo outro".
Mikhail Bakhtin
Urgente encontrar mais representantes de um Laço Social mais forte quando Mandela já não esta mais aqui.
Desde o dia 05 de dezembro o mundo fica menos humano sem seu exemplo de “singeleza na sofisticação da personalidade” (disse um comentarista).
O “Encrenqueiro” Mandela, ou Madiba, era um ex-presidiário, preto, pobre, QUE CHEGOU A SER PRESIDENTE ELEITO e que lutou pela igualdade em direitos e direito à diferença. Ele era comunista, Marxista e disse ter tido como principais apoiadores figuras “não gratas” (ou “encrenqueiros”, como Mandela foi  chamado quando criança antes de seu nome tribal, Madiba).
Para terminar a mesma semana soube sobre Melina Cardinal, que é uma jovem Canadense de 19 anos que está no Brasil “há alguns meses fazendo vários trabalhos voluntários como dar aulas de inglês a moradores de rua. Ela consegue comida aos que ficam para assistir à aula, que acontece numa calçada no Bairro da Lapa.” Esta foi a informação que coroou o final da mesma semana.
Se final sempre busca algum retorno: a semana trouxe algo ruim e terminou com um destaque de notícia tão bom! Resta nos comemorar e aguardar que de algum destes “encrenqueiros” que Melinda “reforça a autoestima” de a chance de mais Madiba/Melinda querendo mostrar que “é possível aprender coisas novas dizendo a eles que se dormem no chão, não significa que são lixo"
É o que a linda espécie de humano responde aos que perguntarem se ela tem alguma esperança de eles aprendam o idioma: “...não é a coisa mais importante... não julgo se usam drogas ou não, procuro me afastar se estiverem usando, mas quem somos nós para julgá-los? Eles são pessoas que vivem nas ruas e muitas vezes não têm o que comer. Já pensou como eles ficaram nesses dias todos de chuva? Sei que não posso tirá-los das ruas, mas é importante fazer as coisas andarem.”
A crença na Humanidade se refaz com homens e mulheres assim!  Dão nós ímpetos e intento de seguir as batalhas sem muito chororó. Parafraseando o comentarista e aumentando a sofisticação de nossas sutilezas.
“Há três meses no Rio, (desde novembro) Melinda mora numa república na Lapa com outros brasileiros, faz trabalho voluntário na ONG Urerê, da socióloga Yvonne Bezerra de Mello, no Complexo da Maré, e também na favela Júlio Ottoni, em Santa Teresa, onde morou inicialmente. Em outubro, resolveu também dar aulas na Rua Gomes Freire.”
Melina Cardinal, Mandela/Madiba,
Willian Van Gohg
e os outros
todos bons companheiros e encrenqueiros da estradas

quarta-feira, novembro 13, 2013

Há Sagas...

A saga diz devemos ir para os jardins... algum porto celeste... algum lugar para recuperar nos das decepções...
Como teria dito Rilke:

Estou muito só, mas não bastante para que cada momento seja sagrado. Sou muito pequeno neste mundo, mas não bastante para jazer apenas à tua frente com uma coisa, sagaz e secreta. Quero minha própria vontade, e quero simplesmente estar com minha vontade, que se prepara para a ação, e nos momentos silenciosos, que por vezes mal se movem, quando alguma coisa se aproxima, quero estar com os que conhecem as coisas secretas, ou então sozinho.”
A saga contínua continua, anuncia e acrescenta que após o JARDIM devemos dançar a dança dos GUERREIROS...
       Digo a que venho:
         Prefiro e, até mesmo quero que possas falar, mesmo que não concorde com o que diz. O que quero é lhe ouvir dizendo o que pensa. Talvez até morresse nesta ideia.
         Não aquilo que pensam os outros, nem o que os outros pensam... Eles não podem dizê-lo por ti, só mesmo você poderá dizer! Quando o outro diz por você ou tenta dizer o que você disse no seu lugar e “posição” a posição não é sua e ele não pode ocupar o seu lugar! Os únicos que podem falar de nossa posição somos nós mesmos...
Sua posição é aquilo que você diz, faz, como diz e como faz e o seu silêncio é só seu e ele também poderá falar por você [pelo menos enquanto você toma a sossegada posição de silêncio. Aquilo que o outro diz por você ou no seu “lugar/posição” nunca poderá ocupar o lugar / tempo do que você poderia ter DITO ou silenciado].
         O Outro [qualquer um que seja, mesmo o silêncio] não poderá tomar sua posição: dizer o que você poderia ter DITO [passado].
         Se quiser ouvir ou mesmo falar é preciso tomar a posição sem platéia para aplausos às vaidades, segurar os seus olhos no olhar do outro, segurando e ajudando a segurar o tom de voz.
Ouvindo o que o outro tem a dizer e esperando o que ele lhe disser. (Morreria por este direito do outro, mesmo sem concordar com seus argumentos, parafraseando Voltaire novamente).
         Crie monólogos e correrá o risco de ficar falando sozinho... Se este monólogo for de Gritos corre o risco de manter TODOS acordados, mas provavelmente não servirei mais de Testemunha para as Evidências de que NÃO PODEMOS CONVERSAR!
         Ou ambos falamos sem interferências simultâneas e gritos ou não poderei te escutar, minha saúde não permite e, Ou ambos falamos sem terríveis interferências ou não poderei te escutar, somente ignorar [não tenho disposição ao monólogo, somente para bons atore e ótimo texto].
         Para tentar evitar competir no Grito [mesmo o do silêncio] da minha voz grave, grutal e empossada [sem necessidade de posse. Esta podes pegar junto a toda quinquilharia que julgas possuir e vá “defecar” no potinho, eu não quero responder a pergunta da potencia de minha voz ela poderá me levar a falência mortal].
         Tenho dito, não participarei de nenhuma REUNIÃO DE GRUPOS EMPOSSADO que alguma Presidente, que não conheço e que foi empossada não sei quando, chamar!
Só participo àquela reunião que suponha diálogo mínimo com a composição básica de uma Diretoria formada há muito tempo atrás, com sócios fundadores. Nesta estarei lá desejando ouvir e fazer-me ouvida!
O que quero chamar de diálogo, não inclui DISCUSSÃO, FALTA DE ABERTURA, GRITARIA, CHORO OU QUALQUER BAIXARIA. Preciso ocupar meu tempo com paz e desejo que TODOS possam ser muito felizes. Existem coisa melhores que este desejo sem voz e a posição sem voz, a que grita ou a que silencia... as duas não tem a posição mais importante da relação: a ESCUTA!
Você não poderá PURAmente se casar com a Cultura, ela inclui muitos. Inclui muitos tipos de casamentos. Em nenhum deste possíveis casamentos com a CULTURA a propriedade irá prevalecer – nem naqueles “contratos” mais perfeitos na sociedade mais evoluída de qualquer Cultura Humana.
A cultura, que é Feminina, não aceita qualquer “contrato”, sendo livre ela exige ventre livre às suas filhas [filhas legítimas da Cultura. Deve haver alguma história mitológica que dê fundamento a esta ideia]
À Cultura, que é livre, poderá ser atribuída algum valor, mas ninguém poderia pegar, pagar, comprar ou possuí-la, somente será possível USUFRUIR e trocar. Propriedade é para DONOS e cultura não casa...

ESPAÇO ALTERNATIVO
DE PINDORAMA
TUPINIQUIM do MACUNAÍMA na Semana de Arte Moderna Praieira Dentro da CULTURA ANTROPOFÁGICA (1922) [Lamonaco... Baggio e Jogador Argentino do Bocca que cobrou 3 penaltis, errando os 3!

EU SÓ QUERO DUAS COISAS: PAGAR AS PASSAGENS DE IDA, mas SEM VOLTA e
QUE NUNCA ESQUEÇA A METÁFORA...
Que neste caso não é só a minha, mas aquelas que disseminaram os risos, até dos palhaços!

Quando uma história [ou estória] faz rir até os Palhaços ela está fada a fazer rirrsrsrsrsrsrsrsrrs!

         Que tristeza!
         Mas por que me faço triste?!
         Porque não deixo (ou tento deixar) as tristezas me atravessarem e transformar o meu caminho em algo melhor?
         Porque tanto medo da dor e de sofrer?!
         É algum duelo?! Há algo a proteger de valor?! Há algum valor em proteger algo num duelo que levará somente a morte?!
         A MORTE É SEMPRE A MELHOR COMPANHEIRA [a morte é sempre um drama também, diria alguém] e a COMPANHEIRA ideal para a ilusão é sempre uma boa amiga... Ela dispara a flecha que conduz a algo bem mais verdadeiro, até mesmo para aqueles que acreditam na possibilidade de alcance da VERDADE, do conhecimento, da liberdade, ou mesmo da CULTURA...
         Na eminência da morte é improvável, inútil e irrelevante crer, acreditar, conhecer, cultuar ou não... Ela vem mesmo assim e nos leva se aceitamos ou não, se sabemos ou não da sua companhia. Eu suspeito que a morte possa ser a melhor amiga da VIDA, ambas, dentro deste meu pensamento são complementares, contínuas e AMIGAS, caminham JUNTAS:


Quando a vida prevalece à morte é porquê depois de muito diálogo uma delas cede ouvindo o outro ponto de argumentação. Cede o argumento mais relevante. 
Aquilo que mais posso adorar é a morte da ILUSÃO. Quando o diálogo acontece entre estas duas instâncias a morte sempre prevalece e a ilusão ACABA! 
Então, amigos, só resta esperar a morte das outras ilusões que iremos colocar nesta posição: iludir A MORTE! Se prevalece a VIDA a ilusão acaba [não necessariamente com A morte!]
Me pergunto: Se a vida prevalece, a ilusão acaba?! Talvez não... dependerá mais de nosso poder de VIDA  e  MORTE. A ilusão tende a diminuir conforme nossa rendição [reedição] de certeza de Morte/Vida?!
Mas dou o braço a torcer, é só MAIS um pensamento evolucionista!
         E a CULTURA?! O que seria ela?!
         Seria de fácil definição?!
Será que alguém poderia defini lá?!
Será que alguém, algum grupo, teoria OU entidade; 
de esquerda ou de direita; 
da posição ou da oposição; 
do setor público ou do privado pode tomá-la como “propriedade”?
         Eu [APENAS] me pergunto...

terça-feira, setembro 10, 2013

Amor nos tempos de Fúria - Lawrence Ferlinghetti (L&PM) PARIS 1968



Annie e Julian foram levados... pelos estudantes em marcha, se viram arrastados em meio à multidão quando ela saiu aos trancos da Place Contrescarpe e desceu a ladeira até a École Polytechnique, onde os estudantes se multiplicaram no pátio e nos jardins da escola e os tomaram por inteiro, desfilando em protesto pelo pátio principal... (p.41).
1.        “Eles flanavam pela Pont dês Arts, junto à Íle Saint-Louis, desde as primeiras horas da manhã...” (p.52) (acrescentar bicicleta)

...Estava preste a consolidar suas posições simultaneamente todas as partes do mundo, pulando nas costas e se pendurando nos pescoços de todas as pessoas e gritando fórmulas... profundas e malucas para a louca salvação... a Polícia Poética estava prestes a capturar todos os jornais, bibliotecas, máquinas de impressões e de conveniências, forçando seus proprietários, com canetas como espadas a imprimir  a não ser mais manchetes de pura poesia e menu de puro amor, os jornais diários dali em diante seriam preenchidos por nada além de reportagens de pura poesia que relatasse as últimas posições e posturas e aparições e manifestações e demonstrações de pura beleza criadas a partir de todo o tecido da realidade nua e crua assim como as últimas informações sobre as últimas ações de amor em todo o universo, publicando todo o amor que pudesse ser impresso e todo o amor que estivesse apto a matar, se recusando a publicar quaisquer outras reportagens ou manchetes ou fotos sobre qualquer outro assunto na medida em que qualquer outro assunto já não era mais Notícias, e até os irretocáveis editores da Revista da Morte a levantar as venezianas em seus escritórios envidraçados, e estudantes de pintura da Beaux-Arts desenhavam grandes mensagens fulgurantes em parede de segundo andar ao longo do comprimento de todas as ruas, poetas escreviam poemas fulgurantes no papel higiênico desenrolado, e esses poemas loucos e intermináveis eram pendurados pelas ruas e bulevares, amarrados nos sucessivos postes de luz, e caíam em espirais em torno das cabeças de civis idosos que agarravam com furor, lutavam por eles e corriam para casa a fim de fixá-los em espelhos de barbear e nos muros dos sindicatos e nas paredes dos depósitos e na parte de trás da Câmara dos Deputados ... assim como nas fachadas de qualquer American Express e de qualquer prédio suburbano de apartamentos nos arredores de todas as cidades e nas portas laterais de todos os templos e igrejas, com a palavra amor sublinhada onde quer que aparecesse num poema. A Revolução Poética estava crescendo e agitando, transformando a existência e a civilização a medida que vinha inundando tudo na esquina da Boule Miche... onde Danton observava uma entrada do metrô e relógios de bolso pendiam de árvores cada um com uma hora diferente balançando na brisa mas todos indicando que era MAIS TARDE DO QUE VOCÊ PENSAVA... (p.59 até 61)



“A felicidade está oculta nos fatos corriqueiros do cotidiano”.

 E eu reclamo de barriguinha bem cheia das minhas toscas infantilidade de ir ficando, cada vez mais amarrada ao NADA, não dá ... eu me aviso: NÃO DÁ! mas penso: é dando que se recebe [fazendo concessões para a alEMANHã nazista?!]
A saga diz que depois, devemos ir para os jardins... um porto celeste... algum lugar para recuperar nos das decepções...
Rilke:
Estou muito só, mas não bastante para que cada momento seja sagrado. Sou muito pequeno neste mundo, mas não bastante para jazer apenas à tua frente com uma coisa, sagaz e secreta. Quero minha própria vontade, e quero simplesmente estar com minha vontade, que se prepara para a ação, e nos momentos silenciosos, que por vezes mal se movem, quando alguma coisa se aproxima, quero estar com os que conhecem as coisas secretas, ou então sozinho.”

A saga contínua e acrescenta que após o JARDIM, devemos dançar a dança dos GUERREIROS...
Ao menos para por fim as estratégias platônicas, justificar os próximos movimentos de saída e para simbolizar que não, ao menos a mim, não foi falta de coragem...


A Melzinha estava presente nestes episódios finais (!?).
Finais para esta situação! Agora, principalmente depois de ter escrito [digitado e publicado (mundo hiperModerno)], vou me sentido mais alinhada com as próximas coisas: O DEVIR, libertário, mas não sem dor... Parece que todo o movimento gera dor, que não sei me movimentar a não ser em direção aquilo que possa ou faça doer. Triste condição Humana!

TchauZinho!

“Mas, fiz o meu melhor. Tudo o que pude eu fiz e não me arrependo. Não poderia ser de outra forma, não poderia dar outras coisas; essa sou eu, e eu sou mais, ou menos, assim...” (EUzinh@)
Aos mestres das guerras (terras) ou aos mestres do amor... Todos eles! As regras paradoxais, não dualistas, mas absurdas, o fio da navalha, o buraco da agulha,  o  caminho estreito,  a  beira do abismo  G R I T A M  a forma e local que nunca será o único, mas onde o coração governa soberano; não conduz a lugar algum, mas é o caminho escolhido... a forma primordial de SER HUMANO, AMAR HUMANO e do HUMANO... mas sempre se chega a um determinado local e tempo, seja da forma que for, em que não há meio termo, meias palavras, mas também não restam dúvidas ACABOU...



(reticências?! Nunca Acaba?!)
Enquanto há VIDA algo sempre abala o ponto final...

A saga contínua acrescenta que após o JARDIM, devemos dançar a dança dos GUERREIROS...

quarta-feira, setembro 04, 2013

Prosas PoéticaS


POESIA EM FORMATO DE PROSA
RELATOS POÉTICOS DE REALIDADE
PROSA POÉTICA DAS REALIDADES
Eu não prometo em momento alguma Prosa, nem Poesia, nem Realidades.
O que há, apenas, são suposições... SUPERposições. Relatos dos desejos e das mesquinhas situações, nem sempre POÉTICAS.
Uma vez eu escrevia de uma situação em que possivelmente me sentia melhor:

“E se depois de tantas asas de pássaros
o pássaro parado não sobreviver!
Será realmente melhor
Que sejamos todos engolidos agora, e acabemos!”
A guerreira tem sua espada de madeira na mão, e com ela escreve-te estas linhas de guerra.
No entanto, espada não separa a alma de criança da sua alma de adulta e voa... “quinze francos” re-estabeleceriam a chave?!
“É certo que há trutas (ou ao menos um grande peixe) em algum lugar e talvez eu apanhe uma delas, se não mostrar que quero... se não mostrar que quero... se não mostrar que a quero....”
A espada de “Vajra”, que torna possível minha alma, a vida espiritual e adulta. A espada mágica que me separa desta auto-preservação e da minha intensa autopiedade...

Perdi o fio da meada... Eu acho.
Não sei muito bem o que fazer e para onde ir... num misto de liberdade e inutilidade. Como se houvesse perdido a missão...
Não me arrependo das atitudes tomadas (será que isto se estende as atitudes que não foram tomadas?!)
Eu me olho e não enxergo NADA [adan!]. Meus olhos estão vazios.
Setembro de 2013


Aqui estarão registrados diversos momentos diversos no tempo.




No princípio eu pensei que poderia investigar as possibilidades, examinei as reações de meu corpo como sérias o que deu vazão aos arrebatamentos vividos, eram fortes e não deixavam muitas forças a minha Incrível “Negação protetiva” (o windows sugere protética rsrrsrsrrs!).




“Mas, fiz o meu melhor. Tudo o que pude eu fiz e não me arrependo. Não poderia ser de outra forma, não poderia dar outras coisas; essa sou eu, e eu sou mais ou menos assim...” (EUzinha)



SOU essa (UMA) MULHER,  e o que poderia perturbar-me nos poucos anos que ainda me restam viver? Parafraseando Shopenhauer... “A Cura de Shopenhauer” (Irwin D. Yalom)

Melhor viver pensando que posso, ainda fazer algo no meu mundo! Se não fizer, ou não tiver poder, melhor continuar...tentando...se NADA FIZER poderei ao menos dizer: EU TENTEI ! 
...“às x, se me sinto infeliz, é por achar que sou outra pessoa e lastimar a infelicidade e perturbação dessa (outra) pessoa...”

A.Shopenhauer.

sábado, outubro 13, 2012

Godofredo...

Godofredo, não sei porque, não rima com inferno!
Tão sincero, era meu escritor de terror...
Quando gritava queria socorro dos meus diabinhos
de amoR
Eu dizia que só possuía anja...
ele então diZia: me dá tua Franja!?
Eu, simples aceitava...mas ele não me dava Canja!

Nina Simone sim ela nos deu Canja: 


talvez:




quarta-feira, julho 04, 2012

Moulin Rouge (Moinho Vermelho): o Amor em Vermelho!



Moulin Rouge (Moinho Vermelho): 

o Amor em Vermelho!
por Anja Psi, domingo, 1 de Julho de 2012 às 18:59 ·
Paris, 1900. Henry Marie Raymond Toulouse-Lautrec Monfá canta:
Havia um menino, um menino estranho e encantador. Todos Diziam que ele vagava muito distante, além da terra e do mar... tímido, de olhar triste, mas sábio. Então um dia, um MÁGICO DIA ele cruzou o meu caminho. E enquanto falavamos de muitas coisas, tolos e reis, uma coisa ele me disse: A COISA MAIS GRANDIOSA/IMPORTANTE QUE VOCÊ APRENDERÁ É SIMPLESMENTE AMAR E TER O RETORNO (ser amado).
MOLIN ROUGE...
eU: O homem que eu amava estava morto. eu o vi pela primeira vez no centro do mundo boêmio...Um argentino inconsciente (atravessaria meu telhado) como um Francês/Árabe... a vida imita a arte!

https://www.youtube.com/watch?v=2oPDOw4EQno&feature=player_embedded

sábado, março 03, 2012

OUTRAS VISÕES, OUTROS OLHARES

AS VÁRIAS MORTES DE KEVIN CARTER
Vi o Filme e corri para tentar entender, saber mais e escrever sobre a experiência. Postei um link para agregar as minhas pesquisas iniciais.
NO CAMINHO encontrei um amigo do CineClube e ele (F.) me diz: imagina essa guria, a sua filha, que colocação dela... arrepiante:

[colocação:] “A filha de Carter, Megan, tem uma visão muito dife­rente da foto­gra­fia pre­mi­ada: 'Eu vejo a cri­ança em sofri­mento como o meu pai. E o resto do mundo é o abu­tre.'
A Foto se torna um FATO... Ao menos neste caso e na maioria das vezes... Neste caso um FATO muito difícil de digerir, elaborar e situar. O fato incide e insiste que não podemos condenar ou julgar quem traz o FATO, ou a FOTO, mas PODEMOS nos dirigir a pergunta que nos é lançada.
QUAL pergunta que a fato/foto faz e traz: quem é o responsável por este estado de coisas?! Ou quem o são, sendo mais de um os responsáveis!?
Quem vai levantar e mudar? Quem deve responder, de FATO?!
Quem, por exemplo, vai dizer aquela enfermeira [de outro fato divulgado] que não é legal fazer o que ela fez (nem com o pequeno cão que é SEU)? Quando ESTE FATO tomou nosso café da manhã lembrei INSTANTANEAMENTE do amigo Kafka e do livro O Processo. O caso da enfermeira e seu pequeno cãoZinho (QUE NA VERDADE NÃO É SUA PROPRIEDADE, ele TEM VIDA!) é, no mínimo, Kafkaniano!
Uma nova “Massa Crítica” tomou voz nos sites de ralacionamentos e com as ferramentas virtuais que repercutiu a pergunta àquele olho humano que nada pôde fazer até nossos olhos (os olhos humanos da criança, do filho da enfermeira, olhos atrás da lente que filmou e por fim, os nossos, o meu e o seus olhos).

Eu: sim, imagino... Culpá-lo por não ter feito "nada", ele disparou o famoso click... na sua e na nossa direção! Fez o que o mortal, humano mortal (não há como separar tão bem estas percepções), faria sozinho com as três armas que tinha a suas mãos:
a câmera fotográfica,
a fome
e os cigarros.
Diante daquela FOME! A GRANDE FOME acompanhante de outras muitas crianças e pessoas daquele SUDÂO (1994?!).
A Filha de Kevin ficou sem o pai. Desestruturado, por suas compulsões que aliviavam suas dores do trabalho de fotografar a miséria humana e suas dores, pessoais, impessoais, universais e individuais, sociais e culturais!
É necessária muita coragem, força e estruturas para operar a máquina fotográfica, que funciona como um GRANDE olhar humano, um obturador da DORRRRRR.
Não era apenas uma PEQUENA E POBRE criança e um abutre. Existem todas as grandes comunidades por trás; Meg, a filha de Kevin Carter; todas as outras crianças que nos olham. Tudo Aquilo que ficava fora da famosa foto...
O que Kevin Carter fez foi virar a arma que possuía na sua direção: a direção dele mesmo, da nossa humanidade e das outras comunidades.
Todos sendo forçados a olharem para aquela FOME mais de perto.
Tipo, lançando a foto/pergunta como foto/fato questionadora, provocadora e inquietante (desassossegadora):
- E aí? O que (nós) vamos fazer?! Um grito...

Ele (F.): Pois é, mas fica bem aquele preconceito dos babacas - uma gotinha no oceano faz a diferença - que não conseguem enxergar exatamente o que ele queria mostrar, justamente o contrário, ele deveria ter salvo uma vida ao invés de mostrar a todos que era necessário uma intervenção fatal, pareceu que ele pensou só na questão profissional (pode fazer só o contrário...não enxergou-se sua dor, suas tribulações e toda a rede complexa de ser um Ente Humano, pai, fotografo da miséria e da dor, das balas e das guerras...)



Depois desta conversa o que quero é fazer uma nota e postar no blog. Afinal, foi isto que me trouxe até nossa conversa/diálogo. Uso trechos destas idéias, conversas e os sites que pesquisei, misturo TUDO e elaboro uma nota no faceboock, no blog e depois posto pra ti.
O bilhete que escre­veu antes de mor­rer: 'Estou depri­mido, sem tele­fone, sem dinheiro para pagar a renda, sem dinheiro para aju­dar ao sus­tento da minha cri­ança, sem dinheiro para pagar as dívi­das, sem dinheiro! Sou assom­brado pelas vívi­das memó­rias de mor­tes e cadá­va­res e raiva e dor, de cri­an­ças feri­das e esfo­me­a­das, de lou­cos que assas­si­nam ale­gre­mente, alguns deles polí­cias (…). A dor de viver ultra­passa a ale­gria ao ponto em que esta deixa de exis­tir.'E depois, recor­dando o amigo fale­cido: «Vou par­tir para me jun­tar ao Ken — se eu tiver essa sorte.»
A filha de Carter, Megan, tem uma visão muito dife­rente da foto­gra­fia pre­mi­ada: 'Eu vejo a cri­ança em sofri­mento como o meu pai. E o resto do mundo é o abu­tre.'